Exercício 3 · Exame Nacional Economia A 1.ª fase 2026
Tema: Comércio internacional, balança de pagamentos e câmbios · Do exame 1.ª fase (2026)
Enunciado
3. Leia o texto seguinte.
Considere que, na pequena economia de um determinado país, sem capacidade de influenciar o preço do bem Y no mercado mundial, as autoridades decidiram liberalizar o comércio deste bem, abrindo as suas fronteiras aos produtores do resto do mundo.
Gráfico 1 – Mercado do bem Y de um determinado país
Os produtores do resto do mundo, por serem mais competitivos, conseguem colocar cada unidade desse bem no mercado nacional deste país ao preço de 40 euros (Gráfico 1). Após a liberalização, os produtores nacionais ficaram desagradados, porque gostariam de continuar a praticar um preço unitário de 60 euros.
Face ao desagrado manifestado pelos produtores nacionais do bem Y, as autoridades deste país optaram por aplicar uma tarifa no valor de 10 euros sobre o preço mundial, por unidade importada do bem Y. Além dos produtores externos, que obviamente saem prejudicados, na economia deste país, quem ganha e quem perde com a aplicação da tarifa?
Baseado em: Nuno Crespo e Nádia Simões, Uma Viagem ao Mundo das Ideias Económicas, 1.ª ed., Lisboa, Conjuntura Actual, 2021, p. 92.
Analise, com base no texto e no Gráfico 1, o impacto da política comercial nesta economia, explicitando:
– o efeito na quantidade oferecida pelos produtores nacionais deste país em resultado da passagem de uma política comercial de livre comércio para uma política comercial protecionista (aplicação de uma tarifa de 10 euros por unidade importada do bem Y);
– o contributo da tarifa sobre a importação do bem Y para a situação orçamental das administrações públicas deste país, considerando-se tudo o resto constante.
Na sua resposta, utilize os valores apresentados.

Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
Analise o impacto da política comercial na quantidade oferecida pelos produtores nacionais e no saldo orçamental das administrações públicas.
Resposta: Com a aplicação da tarifa de 10 euros, o preço interno passa de 40 euros para 50 euros. Os produtores nacionais aumentam a quantidade oferecida de 50 para 60 milhares de unidades (um aumento de 10 milhares de unidades). Ao novo preço de 50 euros, a quantidade procurada é de 80 milhares de unidades e a oferecida internamente é de 60 milhares, resultando em importações de 20 milhares de unidades. A receita tarifária arrecadada pelas administrações públicas é de 200 milhares de euros (10 euros × 20 milhares de unidades), contribuindo para a melhoria do saldo orçamental.
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