Grupo III - 3 · Exame Nacional Biologia e Geologia Época especial 2026

Tema: DNA, síntese proteica e mitose · Do exame Época especial (2026)

Enunciado

GRUPO III

A preguiça é o mamífero mais lento que se conhece. Pertence à subordem Folivora («comedores de folhas»), uma divisão da superordem Xenarthra. As espécies de preguiças existentes na atualidade são todas nativas da América Central e do Sul. São mamíferos arborícolas de porte médio (entre 50 e 60 cm de comprimento), que passam grande parte da sua vida na copa das árvores. No entanto, estes animais já foram bem maiores do que são na atualidade, como testemunha o registo fóssil. As preguiças possuem garras que são prolongamentos ósseos cobertos de queratina.

A evolução dos grandes mamíferos no continente sul-americano, entre os quais a preguiça-terrestre-gigante ( Megatherium), que era do tamanho de um elefante, relaciona-se com o facto de este continente, resultante da fragmentação da Pangeia, ter permanecido isolado durante milhões de anos. No início da fragmentação da Pangeia, a América do Norte estava em contacto com a Ásia e com a Europa, o que possibilitou, mais tarde, a existência de uma grande diversidade de mamíferos, incluindo os que vieram a dar origem aos leões, aos lobos e aos ursos. No final do Cretácico, formou-se um arco vulcânico insular entre as placas Farallon (atualmente placas de Nazca e de Cocos) e das Caraíbas, que, há cerca de 3 Ma (milhões de anos), contribuiu para a formação de uma porção estreita de terra emersa – o Istmo do Panamá.

Posteriormente, num período entre 50 e 10 mil anos, antes do presente, acontecimentos como a migração de espécies, incluindo a espécie humana, contribuíram para a extinção de grandes mamíferos, como aconteceu com a preguiça-terrestre-gigante.

Na Figura 4, está representado o contexto tectónico da região onde se localiza o Istmo do Panamá.

A Figura 5 representa as relações evolutivas dentro da superordem Xenarthra.

Figura 4

Baseado em: www.nationalgeographic.pt/mundo-animal/vida-camara-lenta-bicho-preguica_5467; em: www.science.org/doi/10.1126/sciadv.1600883; e em: https://panahistoria.wordpress.com/2012/10/22/dicen-que-en-panama-no-ocurren-terremotos-si-o-no/bloque-de-panama-2 (consultados em novembro de 2025).

Figura 5

Baseado em: https://slothconservation.org/slothopedia/2-phylogeny-and-evolution/ (consultado em setembro de 2025); e em: F. Delsuc et al., «Ancient Mitogenomes Reveal the Evolutionary History and Biogeography of Sloths», in Current Biology, n.º 29, 2019.

3. Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço.

Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.

A proteína existente nas garras da preguiça é um polímero com função

(a)

,

em que as ligações entre monómeros são

(b)

.

Para a síntese desta proteína, ocorre transcrição. O tripleto de DNA correspondente ao codão AUG é

(c)

.

De seguida, ocorre processamento do RNA no

(d)

.

(a)

(b)

(c)

(d)

(1) estrutural

(1) glicosídicas

(1) TAC

(1) hialoplasma

(2) enzimática

(2) peptídicas

(2) CAT

(2) retículo endoplasmático

(3) reguladora

(3) fosfodiéster

(3) UAC

(3) núcleo

Enunciado: Grupo III - 3 · Exame Nacional Biologia e Geologia Época especial 2026

Resolução

Segundo os critérios oficiais de classificação

3. Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço.

Resposta: (a) -> (1) estrutural; (b) -> (2) peptídicas; (c) -> (1) TAC; (d) -> (3) núcleo

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