Grupo III - 1 · Exame Nacional Biologia e Geologia 1.ª fase 2024

Tema: Biomoléculas, célula e transporte membranar · Do exame 1.ª fase (2024)

Enunciado

GRUPO III

O vírus SARS-CoV-2, responsável pela doença COVID-19, apresenta elevada taxa de mutação e é constituído por uma cadeia de RNA, que contém a sua informação genética, e por uma membrana da qual se projetam várias cópias da proteína Spike («glicoproteína S»). Esta proteína permite a ligação do vírus às células humanas, nas quais o vírus se introduz e se replica, como se apresenta na Figura 4. Neste contexto, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou vacinas contra a COVID-19, que têm por base a molécula de mRNA viral sintetizada artificialmente. Esta tecnologia inovadora foi desenvolvida pelos investigadores Katalin Karikó e Drew Weissman e foi distinguida com o Prémio Nobel da Medicina em 2023. As vacinas são utilizadas para transmitir instruções às células humanas sobre como criar a proteína Spike do SARS-CoV-2, que, isolada dos restantes componentes do vírus, é inofensiva. Deste modo, esta proteína, quando produzida pelas células humanas, desencadeia a síntese de anticorpos, moléculas que irão reforçar a resposta do organismo à infeção.

As vacinas de mRNA foram consideradas viáveis e seguras. No entanto, como a molécula de mRNA é quimicamente instável e se pode degradar com facilidade, a sua expressão proteica pode ser insuficiente e comprometer a sua eficácia. Esta instabilidade acabou também por se tornar num obstáculo no que se refere ao armazenamento e à distribuição da vacina, sendo, por isso, desejável obter uma molécula de mRNA com maior estabilidade.

Sabe-se que várias sequências distintas da molécula de mRNA podem codificar a mesma proteína. No entanto, algumas dessas sequências são mais estáveis do que outras. Determinar a sequência mais estável do mRNA para a produção da proteína Spike do coronavírus é um processo muito lento e difícil de alcançar sem recurso a meios digitais. Foi este o desafio que cientistas de uma multinacional chinesa de tecnologia tentaram ultrapassar ao desenvolverem uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA).

Figura 4

Baseado em: H. Zhang et al., «Algorithm for optimized mRNA design improves stability and immunogenicity», in Nature, n.º 621, pp. 396-403, 2023; e em: H. Torres, «Estratégias terapêuticas da COVID-19: uma abordagem molecular», mestrado integrado em Ciências Farmacêuticas, Instituto Universitário Egas Moniz, 2021.

1. As células hospedeiras do vírus SARS-CoV-2, relativamente à sua estrutura, são

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  1. procarióticas, porque possuem organelos responsáveis pela síntese das proteínas virais.
  2. eucarióticas, porque apresentam uma membrana plasmática com permeabilidade seletiva.
  3. procarióticas, porque apresentam uma parede celular de natureza glicoproteica.
  4. eucarióticas, porque possuem cromatina envolvida por uma membrana porosa.

Enunciado: Grupo III - 1 · Exame Nacional Biologia e Geologia 1.ª fase 2024

Resolução

Segundo os critérios oficiais de classificação

1. As células hospedeiras do vírus SARS-CoV-2, relativamente à sua estrutura, são

Resposta: (D) eucarióticas, porque possuem cromatina envolvida por uma membrana porosa.

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